A influenciadora e ex-participante de "A Fazenda 17", Rayane Figliuzzi, enfrenta um momento conturbado em sua carreira. Pouco tempo depois de ser afastada do posto de musa da Unidos de Vila Isabel por conta da repercussão de um episódio de racismo envolvendo sua equipe, a Justiça do Rio de Janeiro aceitou uma denúncia do Ministério Público e tornou a atual de Belo ré por crime contra as relações de consumo.
O afastamento de Rayane foi anunciado pela Unidos de Vila Isabel em 8 de dezembro de 2025. A escola alegou “impossibilidade de cumprimento de agendas e compromissos necessários ao cargo”, mas também destacou, em nota oficial, seu repúdio a qualquer ato de preconceito e reafirmou o compromisso com valores de respeito e inclusão.
O caso que levou à decisão teve origem em um jantar realizado no dia 1º de dezembro de 2025, em um restaurante japonês em São Paulo. Segundo a colunista Fábia Oliveira, do Metrópoles, o encontro reuniu Rayane, o cantor Belo e duas assessoras.
Durante uma discussão entre as funcionárias da influenciadora, uma delas teria ofendido a colega com um insulto racista e atirado bebida, levando a vítima, a jornalista Juliana Palmer, a registrar ocorrência policial e buscar atendimento médico após uma crise de ansiedade.
Segundo o G1, o caso foi registrado como injúria racial e encaminhado à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi-RJ), com acompanhamento da Polícia Civil de São Paulo. Juliana afirmou à reportagem que Belo prestou solidariedade e a defendeu durante o episódio, e que Rayane não estava à mesa no momento das ofensas.
Em nota pública, o patrono da Vila Isabel, Capitão Guimarães, declarou de forma enfática que “preconceito é burrice; quem o pratica deixa de ser humano para se tornar uma coisa sem valor”. O presidente da agremiação, Luiz Guimarães, também afirmou que a escola não tolera comportamentos discriminatórios.
O caso ganhou ainda mais repercussão porque o enredo da Vila Isabel para o Carnaval 2026, intitulado “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um sambista sonhou a África”, celebra a ancestralidade africana e a trajetória do sambista Heitor dos Prazeres.
Depois o episódio repercutir, Rayane passou a enfrentar um novo processo judicial. De acordo com Fábia Oliveira, do Metrópoles, e Luiza Lemos, da Band, a empresária foi denunciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro após sua clínica de estética e bronzeamento ser interditada durante uma operação conjunta da Delegacia do Consumidor (Decon) e da Vigilância Sanitária, realizada em dezembro de 2025.
A Justiça da 2ª Vara Criminal de Jacarepaguá aceitou a denúncia em 8 de janeiro de 2026, transformando Rayane e uma funcionária em rés no processo. Segundo as reportagens, a investigação identificou produtos usados e mal acondicionados, materiais sem identificação e resíduos infectantes sem descarte adequado no espaço. Eita!
O Ministério Público enquadrou o caso no artigo 7º, inciso IX, da Lei nº 8.137/1990, que trata dos crimes contra as relações de consumo, com pena prevista de dois a cinco anos de detenção e multa. A promotoria, porém, entendeu que a conduta teria sido culposa, ou seja, sem intenção deliberada de causar dano, o que pode reduzir a pena.
A equipe de Rayane ainda não se manifestou sobre o processo.